O Governo reafirma que 2018 “será decisivo” para a expansão do aeroporto de Lisboa, ao serem concluídos os estudos técnicos e de impacto ambiental do infraestrutura aeroportuária complementar do Montijo.

Segundo o relatório da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), entregue na sexta-feira no parlamento, o Governo prevê que no próximo ano continue o projeto de expansão da capacidade aeroportuária da região de Lisboa, anunciada em fevereiro, com a “conclusão dos estudos técnicos e realização do obrigatório processo de avaliação de impacte ambiental do aeroporto complementar do Montijo”.

“Paralelamente, serão executados investimentos na rede de aeroportos nacionais, com vista à sua progressiva melhoria e adaptação à evolução da procura”, lê-se.

No próximo ano haverá também o “avanço decisivo no desenvolvimento e implementação do novo Sistema de Gestão de Tráfego Aéreo (sistema ATM), o qual se revela cada vez mais imprescindível para a NAV Portugal fazer face à pressão cada vez mais intensa do tráfego no espaço aéreo português”.

No capítulo das infraestruturas é ainda reiterada a prioridade de investimentos na ferrovia.

No âmbito do plano ‘Ferrovia 2020’ está previsto um investimento superior a dois mil milhões de euros, que vão pagar uma extensão de 214 quilómetros de novas linhas ferroviárias e cerca de 900 quilómetros para modernizar linhas.

“Estes investimentos destinam-se ao reforço da

interoperabilidade, incluindo o arranque da instalação do sistema europeu de gestão de tráfego ferroviário, o aumento do comprimento de cruzamento dos comboios para 750 metros e a preparação da migração para a bitola ‘standard'”, lê-se no relatório.

No plano de trabalhos para o próximo ano está a continuação dos trabalhos na Linha do Norte, nomeadamente nos troços Alfarelos — Pampilhosa e Ovar — Gaia e dos trabalhos de eletrificação da Linha do Minho.

No próximo ano devem começar as obras no corredor internacional norte no troço Évora — Elvas — Fronteira, na Linha da Beira Baixa no troço Covilhã – Guarda e na Linha da Beira Alta no troço Guarda — Vilar Formoso.

Estes projetos terão uma forte componente de cofinanciamento europeu, lê-se ainda no documento, que divulga ainda a aquisição, em 2018, de novo material circulante, assim como a continuidade da modernização do existente.

O relatório destaca também o projeto para melhorar acessos rodoviários a zonas de consolidação empresarial e o “investimento significativo na rede pública de transporte, nomeadamente através da aquisição de autocarros movidos a gás natural ou eletricidade, com ganhos também para o ambiente”.

As medidas referentes aos transportes ferroviários e transportes rodoviários atingem 1.744,6 milhões de euros da despesa orçamentada, que representa 36,6%, “destacando-se a Infraestruturas de Portugal, e a CP — Comboios de Portugal, como sendo as entidades mais relevantes”.

No sector dos portos, destaca-se a importância de “assegurar o reforço e a modernização dos portos nacionais”, tornando-se “indispensável que as empresas portuárias desenvolvam políticas que conduzam a relações socio-laborais sãs, contribuindo para a confiança nos portos portugueses e, consequentemente, para um maior desenvolvimento económico, assente num maior dinamismo do sector exportador nacional”.

Na proposta de Orçamento do Estado para 2018 entregue na sexta-feira à noite pelo Governo no parlamento, o executivo prevê um défice orçamental de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) e um crescimento económico de 2,2% no próximo ano.

O Governo melhorou também as estimativas para este ano, prevendo um crescimento económico de 2,6% e um défice orçamental de 1,4%. Quanto à taxa de desemprego, deve descer de 9,2% este ano para 8,6% no próximo.

Fonte: https://www.dn.pt/lusa/interior/oe2018-proximo-ano-vai-ser-decisivo-para-expansao-do-aeroporto-de-lisboa-8842354.html

 

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